Por Lindomar Freitas de Almeida
Não há dúvida que Nicola Winton incorpora em si o que disse certa vez Gandhi: "minha mensagem é minha vida."A vida de Nicola não pode passar desconhecida, as escolas desde cedo deviam exibir em vídeo sua biografia e o que fez pelas crianças de seu continente em guerra.
Homem simples senão fosse sua esposa não teríamos acesso a este arquivo. Ele desperta a 'imagem de bondade' presente em nós e que mora no avesso de nosso coração. Ele escancara o arquétipo do Homem Bom.
Todos possuímos sentimento de bondade: choramos, temos desejo de ajudar, por exemplo, diante de cenas de dor, miséria e sofrimento. Muitas vezes confundimos este sentimento de bondade com a Bondade (fruto do esforço). Não há dúvida que mostrar sentimentos de bondade seja um sinal de humanidade. Mas, é sinal, predisposição. Tornar-se BONDADE REAL é outra história.
Nicola Winton é um homem de nosso tempo, creio que ainda esteja vivo, despertou sua 'imagem de bondade', foi além do sentimento. Fez acontecer a BONDADE REAL, filha do esforço.
Depois de amanhã já é, mais uma vez, comemorado o Natal. Eu particularmente não me encanto com o consumo típico da época. E o sentido mesmo deste período vejo em gestos como o de Nicola Winton: uma assombrosa comunhão com o outro, mesmo este outro sendo fonte de identidade e de diferença, desperta em si mesmo a grandeza do Mistério. Mistério paradoxal que mistura nossas fraquezas e fortalezas, nosso lado humano e além-do-humano.
Um Natal com a disposição de despertar a 'imagem de bondade' existente em cada um de nós. Desejo a todos.