
Por Lindomar Freitas de Almeida
Quem é o dono da verdade, onde está a verdade?
Pode a verdade ser pertencida a algo ou alguém como um passarinho cativo?
Ou estará ela continuamente velando e desvelando-se à maneira heraclitiana?
Capturá-la, instituí-la, pô-la num frasco como fez 'o perfumista', do romancista alemão Patrick Süskind, é um tanto enlouquecer.
Domesticar o indomesticável é a pretensão da soberbia. Como líquido entre os dedos, fica somente uma parte.
Estar desperto, vigilante para captar o Inaudível, o Inominável, o Inaudito no cotidiano é fazer-se simples.
O ego hiperinflacionado não consegue, por isso, deseja TER, apropriar-se de um totem.
Há muitas formas sofisticadas de totens. Eles podem ajudar a acrisolar a busca, a atenção desperta, mas, no geral cristalizam a verdade.