domingo, outubro 3

Não penso, logo, você não existe


Por Lindomar Freitas de Almeida

Descartes foi um dos fundadores do pensamento moderno, ele instituiu a dúvida como métódo de investigação, é conhecido o seu 'penso, logo existo'. Duvidando ele busca provar a existência do próprio eu.

Saímos da modernidade e estamos instalados na pós-modernidade ou tempo do desassossego ou modernidade líquida entre outros sinônimos. Sucede-se dramas diários de atitudes desarrazoadas. São declarações de amantes que 'assassinam por amor'; pais/mães que parem sem medir a distância abissal entre uma transa, o nascimento e educar um ser humano; cinismos, ressentimentos e deboches como moeda de troca nas relações, afetos possessivos e incapacidade de viver desapegadamente livre para amar.

A dúvida cartesiana rareou. Descartes está de ponta-cabeça: não penso, logo, você não existe.
Danou-se.